“É chegado o momento de lançarmos em Cruzo as sabedorias ancestrais que ao longo de séculos foram produzidas como descredibilidade, desvio e esquecimento. Porém, antes, cabe ressaltar que essas sabedorias de fresta, encarnadas e enunciadas pelos corpos transgressores e resilientes, sempre estiveram a favor daqueles que as souberam reivindicar. Assim, me inspiro nas lições passadas por aqueles que foram aprisionados nas margens da história para aqui firmar como Verso de Encante a defesa de que a condição do Ser é primordial à manifestação do Saber. Os conhecimentos vagueiam mundo para baixar nos corpos e avivar os seres. Os conhecimentos são como orixás, forças cósmicas que montam nos suportes corporais; os saberes, uma vez incorporados, narram o mundo através da poesia, reiventando a vida enquanto possibilidade. Assim, ato meu ponto: a problemática do Saber é imanente à vida, às existências em sua diversidade.”

Luiz Rufino

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